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terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Colaborador Cinéfilo (#5)

Escrito por Carlos Filipe Jesus

Mini-Crítica Skyfall


Excelente realização de Sam Mendes, cenários lindíssimos (Xangai e Escócia, especialmente), excelente filme de Bond. Peca por dar mais protagonismo ao inexpressivo Craig em detrimento do grande Javier Bardem. O ideal teria sido um 50/50 do género que Nolan dá aos vilões. Tive mesmo muita pena de não poder ver mais minutos do Raul Fernandez Silva de Bardem: um tipo oxigenado, com tiques homossexuais, com um ódio profundo a M, antigo agente do MI6 e com severos danos físicos causados pela ingestão de cianeto (magnífica cena). Grande filmaço!

Nota: 8/10

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Colaborador Cinéfilo (#4)

Escrito por Carlos Filipe Jesus

Crítica: The Dark Knight Rises


Andei a digerir bem o filme para poder conseguir ter uma opinião mais calma e possível de escrever, pois o filme é uma bomba, uma maravilha que deixa um tipo extasiado e fascinado após a sua visualização, ainda com efeito mais prolongado e forte para quem é um fã inveterado de Batman e Christopher Nolan (como eu) e ansiava por este filme como nunca por nenhum outro!

The Dark Knight continua a ser imbatível (2008, um 9/10 de classificação), mas este 3º capítulo da Trilogia TDK de Nolan traz um novo tom. É uma mescla de Batman Begins (2005, 8/10) com TDK mais o facto de ser o capítulo final da trilogia.

Como se viu pelos meandros da net, nomeadamente, nos sites relativos ao Batman e discussão de aficcionados de cinema, a seguinte expressão sobressai e assenta perfeitamente no que quis Nolan fez com Batman - "Or it die a Trilogy, or it live long enough to become a Batman and Robin" - uma excelente história sobre o Caped Crusader com início, meio e fim! Um todo tripartido!

Neste último capítulo Nolan fez um autêntico blockbuster de guerra e um excelente final para a história de Bruce Wayne e do seu alter-ego Batman. Tal como nos dois anteriores filmes o que de melhor se pode destacar é a "alma" que estes filmes têm (regra geral na filmografia de Nolan), e em especial, no que concerne à TDK Trilogy,  são blockbusters elevados a arte cinematográfica!

O universo realista e com fortes inspirações nas melhores BDs de Batman está presente com o mesmo fôlego durante todo o filme,  o argumento é o melhor possível tendo em conta que é a 2ª sequela, as personagens centrais continuam (Bruce Wayne/Batman - Bale, Alfred Pennyworth - Caine, Lucius Fox - Freeman e Comissioner Gordon - Oldman) e dão entrada a John Robin Blake (Gordon-Levitt), ao comic relief comandante Foley (Matthew Modine), Selina Kyle (Hathaway) e Bane (Tom Hardy). 

Com um orçamento de 250M€, o final chapter é uma bomba nuclear de filme (inside joke)! Desde o momento que começa até ao momento que acaba! Um filme imperdível para quem gosta de bom cinema! Muito mais do que apenas um filme divertido de super-heróis como Avengers.

+: Sabe bem ver que a magia do cinema continua viva em Hollywood, no meio de tantos filmes sem graça e sensaborões!
-: Nada a apontar.

BATMAN RISES!!! ;)

Nota final: 8/10

terça-feira, 10 de julho de 2012

O Colaborador Cinéfilo (#3)


Escrito por Carlos Filipe Jesus

Crítica: The Amazing Spider-Man


Quem me conhece bem sabe que eu adoro tudo o que seja cultura popular, BD, de quase tudo o que é americano. Adoro cinema desde o cinema mais sério ao mais leve. Sou um cinéfilo inveterado. E dos grandes clássicos, também claro!

E pergunta o leitor o porquê desta introdução que nada tem a ver com o Spiderman?

Eu respondo com: sim, eu sou daqueles que gosta do universo dos heróis, e que acredita que não é com isto que vem o fim do cinema. Sou contra vários remakes, mas nunca contra uma coisa vinda da cultura popular ou BD, que é material cinematográfico vivo do melhor. Acho que mais do que alguma vez, os filmes de super-heróis são gradualmente mais inteligentes e para um público alvo intelectual, destacado e sábio. Não é cinema para tolos, isso pertence às comédias românticas da Katherine Heigl, Jennifer Lopez e Hudson. Quem fala de super-heróis com desprezo e gozo é um simples ignorante! Vejam o Batman do Nolan e pasmem-se!

Agora sim, a crítica: Adorei este reboot "Amazing Spiderman"! Fez-me sentir ali representado na figura do Andrew Garfield (mas que grande jovem actor, leva o filme às costas!), tem um ambiente realista que não destoa do universo do Aranha. Simplesmente é uma versão mais realista do que nós já vimos no 1º filme da trilogia do Raimi (que tanto gozo me deu e dá a ver quando a revejo)!
A meu ver, esta nova incursão, este reboot coexiste em perfeita harmonia com a trilogia anterior. Já que tivemos o lado mais goofy, agora temos o lado mais sério. O lado da realidade.
Este Spidey de Garfield dá a sensação de ser real e poder existir nas ruas de Nova Iorque. 

Mantendo o lado de filme familiar, tem momentos de agrado para os mais graúdos para além da textura emocional mais complexa e realista. Tem lá aquilo que mais gostei de ver no 500 Days of Summer e algumas cenas de gore que passam rápido demais a meu ver (principalmente uma cena de canibalismo animal)! A essência do Spiderman da BD continua forte, mas, sem querer voltar a ser repetitivo, é o realismo que sobressai neste reboot.

Rhys Ifans (um autêntico personagem, baseado, claramente, no "Dr Jeekly and Mr Hyde", de Stevenson) e Emma Stone (como a bonita e inteligente Gwen Stacy) vão óptimos, bem como a Sally Field e o Martin Sheen (demasiado moralista, mas tem que ser, o tio Ben é isso mesmo!). E até o Lagarto pareceu-me muito bem conseguido, ao contrário do que se dizia por aqui na net.

Este reboot mete de lado o 1º do Raimi, com elevação, sendo que se sai do cinema bem disposto e com um sorriso na cara. 

Confesso-me ansioso pela sequela deste reboot pois em termos de história ainda está tudo para contar! Que venha esta nova trilogia! Bater o 2º filme do Raimi não vai ser fácil!

O melhor: Andrew Garfield e o seu acting. Vê-se que passou pelo mesmo de que muitos geeks passaram. A química entre ele e a Emma Stone (ou não fossem eles namorados na vida real). E Rhys Ifans, um belíssimo actor alagartado. A qualidade que se nota logo nas cenas em que são usados cenários reais, como as ruas e o metro de NY.

O pior: O CGI e green screen usado em demasia em detrimento dos cenários reais. O pouco desenvolvimento da personagem da Gwen Stacy. O facto de a trilogia do Raimi estar ainda muito presente nas nossas cabeças, tira um pouco o factor surpresa.

Nota final: 7,5/10

Agora que venha mais bom cinema a  2 de Agosto (if you know what i mean)!

Outras notas:

Prometheus - 8,5/10. A mestria de Ridley Scott merece ser ressalvada. He's back! Até agora o melhor filme de 2012, muito inteligente para quem tiver cabeça para entender os pormenores subliminares do filme.


Snow White and The Huntsman - 6,5/10. Perde muito por ter os gastos e overrated Stewart e Hemsworth no cast. Vale quase unicamente pela interpretação da Charlize Theron e belos cenários, visuais e fotografia do filme.

sábado, 19 de maio de 2012

O Colaborador Cinéfilo (#2)

Escrito por Carlos Filipe Jesus

Antevisão de 'The Dark Knight Rises' (O Cavaleiro das Trevas Renasce)


Gostei imenso dos Avengers, mas o último Batman de Nolan é de outro patamar acima das histórias de quadradinhos.  Nem se trata de rivalizar Marvel com DC.  O Batman de Nolan é um épico quase ao nível da Ilíada e Odisseia de Homero. Vou tentar explicar porquê nesta antevisão.

A História

The Dark Knight acabou num clímax em que o Batman toma a decisão que muitos desdenhariam fazer: ao invés de mostrar a verdadeira dupla identidade de Harvey Dent, ele escolhe arcar com as responsabilidades para que os cidadãos de Gotham continuem a idolatrar o seu herói como “white knight”, o arauto de esperança de Gotham com a face visível (Dent antes de se tornar o Two-Face) e não a ver no que ele se tornou.

Agora, no capítulo final desta trilogia, será interessante ver como o Batman se depara com as pessoas de Gotham a o verem como um monstro. Mais interessante ainda, será ver esta dicotomia entre a figura pública (Bruce Wayne) e a sua faceta heroica desfasada (Batman). Sabe-se que a história irá ter espaço 8 anos depois do anterior. Certamente Nolan nos irá surpreender numa grande epic plot recheada de nobreza e heroísmo contra o criticismo e o ódio. Será que vai morrer? Será Gordon-Levitt o substituto?

O Elenco

Comparando o cast de Avengers com o de The Dark Knight Rises (inevitável) o cast deste último é infinitamente mais virtuoso (tirando a Hathaway). Se em Avengers temos o grande Robert Downey Jr, Scarlett Johansson e Mark Ruffalo em destaque, aqui temos 4 actores oscarizados (Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Caine e Marion Cotillard). Adicionalmente ainda tem o Tom Hardy , Joseph Gordon-Levitt e os oscar nominees Gary Oldman e Anne Hathaway (como?!).

A Temática

Batman Begins e The Dark Knight foram muito mais do que uma adaptação de várias das melhores BDs de Batman (Frank Miller). Enquanto os Avengers são a doçura dos comics, o Batman do Nolan é quase um James Bond com uma máscara. Comparar os dois é como comparar bananas com laranjas, ou melhor bananas com física quântica. A temática realista, profunda e negra destaca este Batman de Nolan de tudo o resto. É um Batman que nos faz pensar e reflectir nos nossos valores e ideais,  toma a audiência como inteligente, levando a alegoria bem e mal a níveis épicos e complexos.

O Realizador

Josh Whedon (Buffy, Firefly, Serenity) é o eterno geek que muitos de nós somos e um óptimo realizador, e o seu trabalho em The Avengers notável (hit de bilheteiras recordista). Mas, neste momento, o realizador nr 1 é Christopher Nolan (Memento, Prestige, Batman Begins, The Dark Knight, Inception). Cada obra sua é uma masterpice dos tempos modernos. Usando bem efeitos especiais, magníficos actores, orçamentos magnânimos, scripts de outro mundo, consegue tornar sonhos realidade e com ele o Batman fílmico renasceu! Muitos fãs já ecoam o lema “In Nolan We Trust” enquanto esperam ávidos por The Dark Knight Rises, o fim da trilogia de Batman, ou quando se lembram que a Hathaway está no cast. 
Nunca valeu tanto a pena ir ao cinema quando se trata de um filme de Nolan (um verdadeiro épico) ou, por outro lado, apreciar o espectáculo e doçura de Avengers da Marvel.

O Vilão

O vilão de Nolan é um nemesis que é muito mais do que o típico arqui-inimigo (tipo Loki, nos Avengers). Tivemos o único, inigualável e exemplar Joker de Heath Ledger e agora temos Bane. 
Especialmente, neste último trailer, dá para ver que Bane vai fugir ao Bane físico da BD, mas sem desvirtuar a personagem. Neste será um terrorista como nunca se viu. Um vilão ao nível do Batman do Christian Bale, capaz de o equipar física, psicologicamente e até ao nível dos meios disponíveis. Esperemos, um exímio sucessor ao Joker.

Mais, pudemos ver que vai rebentar com um campo de futebol americano cheio de gente, entrar por Wall Street e dar cabo daquilo tudo (por acaso estes andam a merecer), colocar o Batman de joelhos, partir-lhe pelo menos uma perna. Em suma, um dos mais temíveis vilões a par do louco e terrorista palhaço.

Provavelmente não chegará ao nível do Joker do Heath Leadger (ganhou o óscar póstumo), mas certamente será memorável. O Tom Hardy está a tornar-se rapidamente num actor classe A em Hollywood e há um facto. O filme nem começou, e os fãs já sabem de cor as mais épicas falas do seu Bane (“When Gotham is ashes, you have my permission to die!”,“Your punish must be more severe!”,“I am Gotham’s reckoning”).

Agora é só esperar por 2 de Agosto.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Colaborador Cinéfilo (#1)

Escrito por Carlos Filipe Jesus

Mini Críticas de Cinema

Hunger Games


E o que é que eu posso dizer. Basicamente e de forma muito redutora, é um survival movie distópico e futurista. Com a Jennifer Lawrence.
E para adolescentes, ou young adults como agora se costuma dizer por terras do Uncle Sam. Faltam as duas sequelas. Quase que dá para ouvir daqui os executivos a esfregarem as mãos pelo sucesso de bilheteiras que foi este 1º.
+: Jennifer Lawrence.
-: Dispensável a meu ver, apesar de sempre ser algo melhorzinho que a saga Twilight. 

Intouchables (Amigos para Sempre)


Finalmente um excelso feel good movie! 
Aconselho vivamente a todos a visualização deste incrível filme que retrata acima de tudo humanidade, os valores da vida e da amizade. Actualmente, é dos filmes franceses com mais sucesso de sempre e anda por aí a espalhar o seu encanto por essa Europa fora. 
Sem caír em lamechices, consegue o feito de nos divertir, inspirar e emocionar
em simultâneo. 
Baseado em factos reais, a plot do filme baseia-se na vida real de um magnata francês que  fica tetraplégico e que necessita de um criado para cuidar dele 24h por dia.  No meio da sua faustosa e magnânima mansão, vivendo com a governanta, a assistente e o jardineiro, é escolhido o menos qualificado criado. Nada mais, nada menos do que um  indivíduo negro de classes baixas, que vive nos subúrbios, a quem é dado um contrato à  experiência. O que acaba por acontecer é que se cria uma grande amizade entre eles. Uma enorme amizade.
Além de ser um grande filme tem a particularidade de ser um filme baseado em factos
verídicos. Gostei imenso.

The Avengers


A primeira ideia que me vem à mente quando penso em The Avengers é: "C'um caraças o que eu me diverti a ver este filme na sessão de estreia mundial à meia-noite e 1 minuto!"
Confesso que usei a minha técnica de sempre para ir ver filmes pelos quais vou todo maluco para ver, cheio de expectativa. Ir com uma pseudo e aparente ideia de que o que vou ver vai ser uma bodega. Claro que isto só resulta até acabarem os infindáveis anúncios (muitas vezes é tanto anúncio que nem há espaço para um trailer) antes da exibição do dito filme. Logo que o filme começa o meu geek e cinéfilo interior liberta-se. 
Com os Avengers nem isso deu, já estava a dar mini saltinhos de expectativa enquanto esperava para comprar o meu bilhete. Ou seja, o meu geek interior e ansiedade para ver o filme não aguentaram a tanto hype e a tantos trailers e clips. E não é que me diverti à brava e as minhas expectativas foram todas saldadas?
Nunca pensei que iria ser tão bom! Incrível o argumento, a atenção dada às personagens, as magníficas piadas e gags e os incríveis efeitos especiais (principalmente no 3ºActo).
Impossível pedir mais! You nailed it, Josh Whedon (Buffy, Serenity)!
+: Robert Downey Jr em todas as cenas em que entra, os inesperados gags e inesperadamente o Hulk. 
-: O cabelo curto da Scarlett Johansson, na BD a Natasha Romanoff o cabelo é mais comprido.

Em breve (próximo texto/artigo): Antevisão de The Dark Knight Rises!